O Caminho da Secessão

Introdução

 O cerne deste artigo é apresentar os defeitos da centralização, a necessidade da secessão e seus benefícios para países de todo o mundo, inclusive o Brasil por ser um país continental.

 Atualmente a economia brasileira – áreas como educação, saúde, segurança e outras, dependem diretamente de uma economia próspera e estável – se encontra em situação precária, sendo essa situação vista no desemprego, nas escolas de má qualidade, nos hospitais em mau funcionamento, na alta taxa de criminalidade e na degeneração das leis e do poder judicial. Não há como apresentar aqui, uma solução mágica para esses problemas, mas sim promover um caminho para a diminuição significativa dos mesmos.

 Primeiramente, entender a real causa desses problemas, irá induzir ao resultado desejado e é isso que será abordado a seguir.

Conhecimento social

 O economista e filósofo Friedrich Hayek em sua obra – O Caminho da Servidão – demonstrou para o mundo, que o conhecimento está disperso na sociedade, ou seja, cada indivíduo possui apenas uma pequena e insignificante parcela de conhecimento comparado ao montante da sociedade, logo a centralização do planejamento econômico se torna uma medida completamente ineficiente. Se tratando de um país continental como o Brasil, esse planejamento centralizado é ainda mais absurdo, pois sua forma de tributar e redistribuir é um declínio para o desenvolvimento e a produtividade do país.

Preferência temporal

 O principal impasse desse sistema é o fenômeno de preferência temporal, apresentado pelo economista Bohm Bawerk, esse fenômeno implica diretamente no consumo, produção e poupança da sociedade. Os recursos naturais utilizados para consumo e consequentemente sobrevivência, são escassos, o que torna uma poupança para consumir no futuro o que se pode consumir no presente, um grande fator no processo de civilização. A preferência temporal, de forma resumida, é o indivíduo escolher consumir de imediato seus recursos, tendo assim uma taxa de preferência temporal elevada. Quanto maior a poupança que um indivíduo pode fazer, menor será sua taxa de preferência temporal.

 Um exemplo claro de preferência temporal, está no depósito de moeda/papel em poupanças oferecidas por bancos. Ao passo que uma economia tem sua moeda estável, as poupanças são incentivadas e a população tem uma visão voltada para o futuro. Quando a moeda é instável e inflacionária, a poupança é desestimulada e a visão é voltada para o presente.

 Outro fator que aumenta o fenômeno preferência temporal, são altas taxas de tributação – imposto – aplicadas aos governados. A tributação consiste na arrecadação de fundos, para o financiamento de serviços estatais. Atualmente o Brasil tem a maior carga tributária da América latina – cerca de 35% – e ainda assim os serviços e subsídios estatais são ineficientes.

 Ambos fatores derivam da centralização da gestão econômica, devido à má administração monopolista e zeladores públicos – políticos – moralmente degenerados e corruptos. Há regiões que – em determinado tempo – produz mais que outras, entretanto os não produtores ou que produzem menos, recebem da mesma maneira os péssimos serviços estatais. Qual o incentivo para se produzir perante uma situação dessas? A redistribuição transforma produtores em não produtores, empreendedores – futuros geradores de emprego – em empregados possivelmente do estado. Essa redistribuição e tributação é ainda mais degradante, indiferente e ineficiente, de uma visão ampla sobre todo o território brasileiro.

A degeneração da lei

 O objetivo de um estado seria a proteção do indivíduo e seus bens, mas isso foi ultrapassado pela lei. A lei, segundo Frédéric Bastiat, tem como princípio manter a integridade da vida e da propriedade, porém os governos atuais e suas legislações descontroladas contradizem essa premissa, para benefícios próprios. O governo centralizado está mais propenso à essa contradição – corrupção – obtendo uma arrecadação que ultrapassa trilhões, mas nunca têm seus destinos  concretizados.

A secessão

 A secessão nada mais é que o ato de separar uma parte que pertence à uma unidade política, para a formação de outra independente. Essa separação diminui significativamente a tributação e sua má redistribuição, já que visará em um território bem menor e uma administração mais interligada com os governados, impedindo aumentos na carga tributária e legislações absurdas a fim de proteger seus criadores ou associados – corporativismo.

 Qualquer movimento secessionista deve ser bem visto pela população, pois irá beneficiar ambas partes e diminuirá os monopólios de jurisdição, tributação e outros.

A separação do Brasil

 Aqui proponho, que a separação entre todos estados – geograficamente falando – brasileiros tem inúmeros benefício. De início, o governo central seria destituído, diminuindo assim a carga tributária,  extinguindo o congresso, o senado e o plenário, o que diminuiria ainda mais os impostos. O corporativismo e os monopólios criados pelo estado, provavelmente seriam substituídos por novos empreendedores geradores de empregos. O país seria apenas algo simbólico, que não necessitaria de um governo central para oficializá-lo e o comércio entre todas as regiões se manteria livre, se opondo a qualquer imposto sob esse intercâmbio.

 O poder judicial e legislativo seria institucionalizado em cada região, seguindo sempre a premissa de proteger o indivíduo e seus bens. O êxodo entre o território simbolicamente brasileiro, seria livre e independente do governo, na medida em que, os municípios estabelecem requisitos para imigrantes. Por exemplo, determinado município define parâmetro de cidadãos trabalhadores, contribuintes e moralmente civilizados, mantendo assim a integridade do município, de sua produtividade e enriquecimento. Ademais, se assim não for, qualquer indivíduo malevolente seria atraído para cidades prósperas, apenas para receber subsídio sem nada produzir e esse ato tende a aumentar, diminuindo o incentivo de produzir, já que poderá se beneficiar da produção de outrem sem produzir nada. Portanto, essas normas e requisitos municipais devem existir para evitar o crescimento no número de vagabundos e arruaceiros.

Conclusão

 Depois da secessão, as regiões gradativamente se tornarão mais ricas e prósperas, possibilitando assim, que os serviços governamentais – educação, saúde, segurança, etc – sejam eficientes. A mais benéfica ação do estado, seria implementar as matérias de economia e empreendedorismo nas escolas, formando mais pessoas capacitadas e menos parasitas dependentes da produção alheia.

 Essa é só uma proposta inicial para um ato secessionista em todo território brasileiro, existem outros diversos benefícios que não necessitam ser elucidados aqui. Após a concretização dessa separação, movimentos separatistas futuros, também devem ser aceitos e bem vistos, pois sabe-se que a diminuição do poder monopolístico de qualquer governo tende a ser benéfica, como já foi dito aqui.

Estudante de filosofia.
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