Como parar de reclamar e começar a mudar o Brasil (1/2)

Todos estão cansados de saber o quão complicada é a situação política do país. Perdemos a conta de quantos são os escândalos de corrupção no Brasil. A cada nova operação – Zelotes, Lava-Jato, e todos os outros nomes criativos – mais pessoas reclamam que esse país não tem jeito.

E sempre tem alguém que solta a frase “se um dia eles resolverem parar de roubar, o país vai pra frente!”, ou alguma variante. Será que a corrupção é um problema inerente ao povo brasileiro, e enquanto não mudarmos a forma como reagimos a esses acontecimentos, seremos o eterno país do potencial nunca atingido?

Murray Rothbard, em seu curto livro “A Anatomia do Estado”, nos mostra um aspecto intrínseco ao Estado: “Outra potente força ideológica é desaprovar e rebaixar o indivíduo e exaltar a coletividade da sociedade. Pois uma vez que qualquer tipo de domínio implica uma aceitação da maioria, qualquer perigo ideológico para o domínio pode começar apenas a partir de um ou de poucos indivíduos que demonstrem ter pensamento independente. A ideia nova, e principalmente a ideia nova e crítica, só pode ter início como uma pequena opinião minoritária; como tal, o estado tem de cortar a ideia pela raiz, ridicularizando qualquer ponto de vista que desafie a opinião das massas.”

Algo que deve-se ter em mente é que a sociedade é incapaz de realizar ações ou tomar decisões. A sociedade não elege representantes, indivíduos elegem. A sociedade não aceita ou rejeita algo, o indivíduo o faz. E a união de diversas ações individuais cria o fenômeno que chamamos de ação coletiva.

Claro que isso não quer dizer que “se você votou em X, e Y ganhou, você está de acordo com isso, ao ter decidido votar”. É justamente isso que Rothbard critica: O Estado faz com que, ainda que você discorde do pensamento dominante da população, sua voz seja suprimida. Você não pode escolher não votar. Você não pode escolher não bancar ($) o Estado. Tudo o que você pode fazer – a primeira vista – é tentar convencer pessoas de que isso tudo é errado.

Você já parou pra reparar que as maiores revoluções da história da humanidade não foram realizadas por meio do Estado? A revolução industrial deu-se por conta do fordismo. A revolução digital veio com o avanço da tecnologia da computação. Até mesmo as sociais – a abolição da escravatura no Brasil, por exemplo – foi uma das mais tardias do mundo. E será isso aconteceu porque os governantes foram bonzinhos e perceberam que isso era errado? Não. Os indivíduos passaram tratar a escravidão como algo desprezível, e o Estado acompanhou essa mudança. Grandes ações por parte do Estado são sempre reflexo das ações individuais, acompanhadas – claro – de um bom atraso.

Então, o que você pode fazer para tornar a sociedade mais livre?

Resposta rápida: Empreender. Prover alternativas ao Estado.

Como e por quê? Explico na próxima parte do artigo.

18 anos, é o primeiro participante latino-americano de um programa para jovens empreendedores/intraempreendedores chamado Praxis. O programa coloca esses jovens em startups em rápido crescimento nos EUA, enquanto fornece todo o suporte, com coaching, mentoria, discussões em grupo, etc, para que eles desenvolvam suas marcas pessoais e alavanquem suas carreiras.
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