ADOÇÃO: família é uma questão de amor e não de gênero

A questão da adoção de crianças órfãs por casais homoafetivos é de longe um assunto extremamente polêmico, o que, na minha opinião não deveria ser, pois quê mal há em colocar uma criança dentro de uma família que se respeita, se ama e pode prover a ela todo sustento que precisa?

Perturbador notar que para muitos conservadores é mais importante se manter uma criança dentro de seus moldes de uma família heteroafetiva, que apenas buscar incluí-la em uma FAMÍLIA. Isto é, há preocupação preliminar não se o casal em questão irá poder dar à criança o que ela necessita ─ casa, comida, educação e principalmente amor e carinho ─ o que parece mais relevante antes de tudo é saber se é um casal composto por homem e mulher que a adotarão.

O pensamento primordial que se deveria ter quando se refere a adoção é: os indivíduos que desejam adotar uma criança podem lhe oferecer amor e carinho? Eles (as) tem plenas condições econômicas para cuidar dela? Havendo uma resposta positiva para as duas perguntas, não vejo razões para barrar a adoção por pessoas de quaisquer gêneros.

Um casal homoafetivo tem todas as condições econômicas e mentais para adotar uma criança, assim como um casal heteroafetivo tem. Não são poucos os casos em que se pode observar que as crianças não se importam com quem as adotarão, elas apenas querem ser incluídas em uma família; senão, então é melhor mantê-la enclausurada em um orfanato até um casal ─ dentro dos moldes conservadores ─ resolver ficar com ela, não? E pouca importa se a mesma ficará lá até completar seus 18 anos, se nenhum hétero a quis, que seja colocada para fora do orfanato, que depois eles [conservadores] argumentarão que virou “vagabundo porque quis”, caso o órfão maior de idade vá para o mundo do crime.

Imensurável é o equivoco pensar que crianças serão influenciadas pela orientação sexual de seus pais ou mães adotivas, pois se assim fosse não teríamos indivíduos gays dentro de famílias héteros.

Portanto, não há motivos para evitar que uma criança seja adotada por eles, pois família não é sinônimo de hétero ou algo do tipo, família é sinônimo de amor e carinho, os indivíduos que a compõe pouco importa se estes primeiros já ali existirem.

Fundador do site Mão Invisível, Conselheiro Estadual junto ao Liderança nas Escolas em São Paulo, estudante de Direito e amante de quadrinhos
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